sábado, 19 de maio de 2012

De 80 para cá!


Cada dia que passa, mais tenho certeza que nasci na época errada.
Sei que meu pai e minha mãe não tem culpa nisso – poderiam ter agilizado o processo – pois, sou um viciado, um dependente, um nostálgico assumido dos anos 80!
Fico intrigado com questões da evolução, não só da vida, mas das tecnologias e quesitos musicais da atualidade; colocando em uma balança, tecnologia, evolução, pensamentos e música;
Hoje, quando pego o celular para fazer um “chek-in” em um restaurante, sinto que às pessoas ao redor ficam “impacientes”, elas estão ali pela minha companhia e não pelo “Like” na página depois.

Penso nestas tecnologias e suas evoluções: Bill Gates e Steve Jobs, primeiro e únicos nomes que me veem na cabeça.
Em âmbito musical, remeto-me junto com minha cabeça anciã direto para época dos anos 80.  A  certeza que é a década efetivamente melhor – musicalmente falando – e também  por ser a evolução do bom “Rock Brasileiro da década ”, considerado como pop rock nacional.
Um movimento revolucionário que agregou também características variadas como: New Wave, Punk e claro o próprio conteúdo pop emergente do final da década de 70.

Não esquecendo ou desmerecendo os outros ritmos tais como o reggae e a soul music.
Músicas que embalaram e embalam os “corações” na maioria das vezes com seus amores perdidos ou bem sucedidos, também temáticas sociais no âmbito nacional.
Esta música da época me identifica, pois, a capacidade de falar e expressar-se em apenas uma partitura e rabiscos, sendo letras bobas e infantis, sendo letras sérias e com a facilidade de compreensão, com uma música fora do normal em abordar temas de um “peso emocional” ou “apelo político” exagerado.

Cabelos armados ou mesmo curtos para as gurias, gel, roupas coloridas e extravagantes para os guris e a unissexualidade de tudo isso, uma herança tomada por Glam Rock de Marc Bolan, David Bowie e seu “discípulos” como Kiss e The Cure.

Ando pelas ruas de Viamão, e me vem à cabeça, a Banda Blitz, começo a cantarolar “Você Não Soube me amar” de 1892 – mas não esta versão de Blitz da atualidade – versão arcaica, com Evandro Mesquita e Fernanda Abrel, esta sim era a Blitz!
Lembro-me do meu pai, sentando, ensinando-me as primeiras leituras de uma partitura.
“Mano, antes de começar a tocar, tu precisa entender o que é a música. Antes de ler uma partitura precisa entender do que ela é composta”.
Palavras que tiro de lição até hoje, não só em questões “sonoras”, mas também para vida. Música, tecnologia e a vida, resume-se em: estudar, praticar e executar.

Paralamas do sucesso, Kid Abelha, Barão Vermelho entre outras, são bandas que até hoje estão aí, não deixaram de mostrar seu excelente trabalho junto à música. Não sendo influenciado pelo “modismo” deste século!
Os poemas cantados de Cazuza como em “Maior Abandonado” e “Bete Balanço”, o rock mais pesado do Ira com “Envelheço na Cidade e “Tarde Vazia”, a criatividade de composições engraçadas e debochadas do Ultraje a Rigor como “Inútil” e “Ônibus”. Os gaúchos não deixaram por menos, Nenhum de Nós que nasceu – se não me falha a memória em 1987 - com aquela versão de Thedy Corrâ no contrabaixo e vocal, Engenheiros do Hawaii lembram-se? Humberto Gessiger com aquela vasta cabeleira.

Enfim, estas são minhas recordações de uma época que não vivi, mas tenho certeza que fazem parte do meu dia a dia.
O que espero da música de hoje? Não sei, na verdade, não sei aonde ela está, apenas consigo lembrar desta época que descrevi.


Nenhum comentário:

Postar um comentário